sexta-feira, 23 de junho de 2017

Sigmund Freud



Sigmund Freud nasceu a seis de Maio de 1856 em Pribor, cidade que hoje pertence à República Checa. O seu pai, Jacob Freud, um comerciante de lã com um grande sentido de humor, tinha dois filhos mais velhos do seu anterior casamento, Emanuel e Philipp, que viviam com o casal. Amalia Freud, vinte anos mais nova que o marido, deu à luz, aos 21 anos, o seu primeiro filho, Sigmund.
Após o nascimento de Sigmund, a mãe teve mais seis filhos; Pauline, a filha mais nova, nasceu em 1865.

Após uma breve passagem por Leipzig, a família mudou-se definitivamente para Viena, em 1860. Enquanto os meio-irmãos foram viver para Manchester, Freud frequentou o curso de Medicina na Universidade de Viena, entre 1873 e 1881. Durante este período realizou trabalho cientifico na área de Fisiologia, com um dos grandes cientistas alemães da época, Ernst Brüecke, director do Laboratório de Fisiologia da Universidade de Viena. Neste laboratório Freud desenvolveu um novo método de coloração de tecidos nervosos para observação ao microscópio. Com esta descoberta Freud esperava conseguir reconhecimento cientifico, mas este só iria chegar anos mais tarde. O ano de 1882, foi bastante agitado para Freud, ficou noivo de Martha Bernays e começou a trabalhar na Clínica Psiquiátrica Theodor Meynert, onde conheceu Josef Breuer. Três anos mais tarde tornou-se professor da Universidade de Viena, onde leccionou um curso de Neuropatologia e desenvolveu um trabalho sobre os efeitos da cocaína como anestésico.

Em 1886, ainda antes do seu casamento com Martha Bernays, Freud viajou para Paris, onde ficou bastante impressionado com o trabalho do neurologista francês Jean Charcot que utilizava hipnotismo para tratar doentes histéricos e outras condições mentais anormais. Quando voltou para Viena, abriu um consultório privado para o tratamento de doenças psicológicas, que lhe proporcionou material para o desenvolvimento das suas teorias e as suas técnicas pioneiras. Utilizou a hipnose para o tratamento de alguns casos; no entanto, os seus efeitos benéficos não duraram muito. Foi então que Breuer falou a Freud sobre um novo método que estava a utilizar com um paciente histérico, que consistia em deixar o paciente falar sobre os primeiros sintomas de histeria e gradualmente os sintomas desapareciam. Ao trabalhar com Breuer, Freud formulou e desenvolveu a ideia de que muitas das neuroses (fobias, paralisia histérica, algumas formas de paranóia, etc.) têm origem em experiências traumáticas passadas, que não foram esquecidas, mas ficaram escondidas do consciente. O tratamento consistia em o doente lembrar-se das experiências e confrontar-se com elas intelectual e emocionalmente, por forma a apagar as causas psicológicas dos sintomas neuróticos. Esta técnica e a teoria que a suporta foram publicadas no livro "Estudos em histeria", em 1895, por Freud e Breuer. Neste ano nasceu a sexta e mais nova filha de Freud, Anna.

Após a publicação deste livro, Breuer e Freud começaram a discordar em certos aspectos; Breuer não concordava com a importância que Freud dava às origens sexuais das neuroses. Após a separação, Freud continuou a praticar psicanálise e a desenvolver a sua teoria. Utilizou o termo "psicanálise" pela primeira vez em 1896, num artigo publicado em francês sobre a etiologia das neuroses. Um ano mais tarde, inicia a análise a si próprio que culmina com a publicação de "A Interpretação dos Sonhos" em 1900 – este é considerado o seu melhor trabalho. Neste livro falava da relação com o seu irmão mais novo, já falecido, da crise emocional devida à morte do pai e na importância dos irmãos mais velhos no relacionamento com as pessoas que o rodeavam. Esta análise revelou-lhe que o amor e a admiração que sentia pelo pai, estavam misturados com sentimentos de vergonha e ódio. Por isso quando criança desejou que o seu meio-irmão Philipp (da mesma idade que a mãe) fosse seu pai e que o pai morre-se, pois era um rival nas atenções da mãe. Este sentimento foi a base para a sua teoria do complexo de Édipo. Freud publicou em 1901, "A psicopatologia da vida quotidiana" e em 1905, "Três ensaios sobre a teoria da sexualidade". Inicialmente as teorias de Freud foram mal recebidas pela sociedade, provocando um enorme escândalo, devido à importância que dava à sexualidade. Durante estes anos manteve reuniões em suas casas com alguns dos grandes pensadores da sua época.

Só em 1908, durante o primeiro congresso Internacional de Psicanálise em Salzburg é que as teorias de Freud foram reconhecidas. Um ano mais tarde foi convidado a proferir uma série de palestras, nos E.U.A., que foram base para o seu livro publicado em 1916, "Cinco palestras sobre psicanálise". A partir de então, a reputação de Freud foi aumentando e escreveu obras até à sua morte, num total de mais de 20 obras teóricas e estudos clínicos. No seu trabalho "O Ego e o ID", Freud revelou a sua teoria sobre o Id, Ego e Super-ego.


Nos primeiros anos após a formação da sociedade de Psicanálise de Viena, as teorias de Freud foram apoiadas por Adler e Jung. Mas em 1911, Adler decide deixar a sociedade por não concordar com as teorias de Freud — mais tarde Jung deixa também a sociedade. Estas duas sisões foram as primeiras de muitas que aconteceram neste movimento, mas Freud sabia que tais discordâncias nos princípios básicos eram os primeiros passos para o nascimento de uma nova ciência.

A Primeira Guerra Mundial começa em 1914 e Freud atravessa um período bastante negativo. O número de pacientes diminuiu de tal forma, que Freud quase não tinha dinheiro para sustentar a sua família. Depois da Guerra foi-lhe diagnosticado um cancro, e mais tarde, após um ataque cardíaco, foi obrigado a deixar de fumar. Neste período, Freud recebeu vários prémios e muitos dos seus livros foram reeditados.
As obras de Freud e dos seus colegas psicanalistas foram publicamente queimadas em 1933, na Alemanha. Muitos dos colegas de Freud emigraram nos anos seguintes, mas Freud recusou-se a sair do país. Depois da anexação da Áustria pela Alemanha, em 1938, a família de Freud foi objecto de perseguições nazis. A sua casa e a sociedade de psicanálise de Viena foram revistadas e Anna Freud foi presa durante um dia pela Gestapo. Freud refugia-se então em Londres instalando-se inicialmente numa casa alugada em Elsworthy Road. No início do ano de 1938, Freud conheceu Salvador Dali e, durante o encontro, este desenhou, às escondidas, umcroquis e mais tarde um desenho a bico de pena de Freud. Estes desenhos não lhe foram mostrados pois prenunciavam a sua morte iminente. A 27 de Setembro de 1938, Freud mudou-se para Maresfield Gardens em Hampstead, onde se encontra uma casa-museu desde 1982. Permaneceu nesta casa até à sua morte, em 23 de Setembro de 1939 com 83 anos. A sua filha, Anna continuou a viver na casa e esta só se tornou museu após a sua morte. No último ano de vida continuou o seu trabalho, recebendo pacientes para as suas sessões, e concluiu duas das suas obras. Mas em Agosto de 1939 a doença obrigou-o a deixar definitivamente de praticar psicanálise.


Durante a sua vida, Freud defendeu várias teorias, que foram bastante "avançadas" para a sua época e por isso mal aceites na sociedade.
As pessoas não acreditavam nos meus factos e pensavam que as minhas teorias eram duvidosas. No fim, eu vou ganhar, mas a luta ainda não acabou. Sigmund Freud

Anna O. era uma rapariga de 20 anos, que passou a maior parte da sua vida a cuidar do pai doente. Desenvolveu vários sintomas, como tosse, perda de sensibilidade nas mãos e pés, paralisia parcial e espasmos involuntários que não tinham nenhuma causa física. A certa altura, começou a ter dificuldades de fala, ficou muda e, mais tarde, só falava em Inglês em vez do alemão, a sua língua materna. Quando o seu pai morreu, recusou comer durante algum tempo e desenvolveu alguns problemas pouco usuais. Tentou suicidar-se várias vezes, tinha mudanças de humor drásticas e fantasias. Breuer diagnosticou-lhe histeria, que significava que tinha sintomas aparentemente físicos, mas que não o eram. Durante as noites, Anna caía em estados que Breuer chamava "hipnose espontânea", que poderiam explicar as fantasias e outras experiências que tinha durante o dia. Anna definia estes episódios de "limpar chaminés", onde relembrava acontecimentos emocionais que eram explicação de alguns sintomas. Resumindo, os sintomas desapareciam quando ela se lembrava do episódio que o provocava e tinha a emoção apropriada ao episódio. Mas um novo problema apareceu, Breuer reconheceu que ela se tinha apaixonado por ele e ele estava a apaixonar-se por ela. Não fosse este já um grande problema, Anna dizia a todos que estava gravida de Breuer. Como este era casado, deixou, abruptamente as sessões com Anna e perdeu todo o interesse pelo estudo de casos de histeria.
Após estes incidentes, Anna passou algum tempo num sanatório. Mais tarde, tornou-se numa figura activa e respeitada, foi a primeira assistente social na Alemanha com o seu verdadeiro nome, Bertha Pappenheim. Ela vai ser lembrada não só pelo seu trabalho, mas também por ser a inspiração de uma das mais influentes teorias da personalidade.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Investigadores criam nanovacina contra diferentes cancros


Investigadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nanovacina (vacina administrada através de partículas microscópicas) contra diferentes cancros, como o da pele, do cólon e do recto, numa experiência com ratos, revela um estudo publicado esta segunda-feira.

As nanovacinas consistem em proteínas do tumor que podem ser reconhecidas pelo sistema imunitário e que estão no interior de uma nanopartícula de polímero sintético. As minúsculas partículas são direccionadas para o alvo, estimulando o sistema imunitário a desencadear uma resposta contra agentes agressores como tumores. A ideia é ajudar o organismo a combater o cancro com a suas próprias defesas.

No estudo, publicado na edição digital da revista Nature Nanotechnology, e divulgado num comunicado da universidade norte-americana, os cientistas examinaram uma variedade de tumores associados aos cancros da pele, do cólon, do recto, do útero, da cabeça e do pescoço.

Na maioria dos casos, a nanovacina abrandou o crescimento do tumor e prolongou a vida dos animais. A nanovacina experimental activou a proteína adaptadora STING, permitindo a estimulação da defesa imunitária do organismo dos roedores contra o cancro.

Outras tecnologias de produção de vacinas têm sido usadas na imunoterapia contra cancros, mas têm custos de produção mais elevados e são mais complexas, por implicarem bactérias vivas ou múltiplos estimulantes biológicos, assinala a Universidade do Texas.

A equipa de cientistas está a trabalhar com médicos para administrar a nanovacina a doentes oncológicos. Segundo os investigadores, a combinação de nanovacinas com radioterapia ou outras imunoterapias pode aumentar, no futuro, a eficácia dos tratamentos contra o cancro.

Informação retirada daqui

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Eis o omento, o órgão mais peculiar do corpo humano


Omento: este é o nome de um órgão que tem funções imunitárias, mas quase nem falamos dele. E não é porque seja propriamente invisível. O omento é uma cobertura adiposa que está na zona do abdómen, mesmo à frente dos órgãos viscerais. Já se sabe da sua importância desde o início do século XX, mas agora dois cientistas da Universidade do Alabama, em Birmingham (nos Estados Unidos), publicaram um artigo na revista Trends in Immunology em que voltam a realçar as funções imunitárias determinantes deste órgão tão particular.

Para encontrarmos registos do omento é preciso recuar até ao Antigo Egipto, de acordo com o artigo científico “O omento” publicado em 2000 na revista World Journal of Gastroenterology. Quando embalsamavam os corpos humanos, os egípcios antigos examinavam o omento para perceber através das suas variações os “presságios”. Também o famoso médico da Roma Antiga, Cláudio Galeno, concluiu que esta cobertura adiposa tinha importância depois de um gladiador a quem tirou o omento ter tido muito frio o resto da vida. Então, Galeno ficou a pensar que o omento aquecia os intestinos.

Há muito que se constatou a sua importância e o próprio omento é conhecido como “polícia do abdómen” desde o início do século XIX. Este cognome foi-lhe atribuído pelo cirurgião britânico Rutherford Morison. “Viaja à volta do abdómen com uma actividade considerável”, escreveu o cirurgião britânico em Uma Introdução à Cirurgia, de 1910.

Rutherford Morison considerava ainda que o omento atenuava a inflamação do peritónio (membrana que cobre as paredes do abdómen e dos órgãos do sistema digestivo) e ajudava a cicatrizar as feridas cirúrgicas. “De facto, o omento foi observado a mexer-se sobre a cavidade peritoneal e oclui sítios inflamados, como ovários em ruptura, apêndice inflamado, úlceras nos intestinos e feridas provocadas por traumatismos ou cirurgias”, lê-se no artigo da Trends in Immunology sobre o trabalho de Morison. 

Ora, ao longo do tempo foi-se conhecendo melhor este revestimento de gordura e hoje é considerado um tecido visceral adiposo, que deriva de células mesoteliais (que revestem as cavidades), e está ligado ao baço, estômago, pâncreas e cólon. No corpo humano, pode variar de forma e é “consideravelmente largo”, como refere o artigo, podendo ir dos 300 aos 1500 centímetros quadrados. É um autêntico avental. Mas nos ratinhos, por exemplo, é apenas uma pequena tira. “A função primária do omento é a acumulação de gordura e o metabolismo. A função secundária é a regulação da imunidade na cavidade peritoneal”, explica-nos Troy D. Randall, um dos dois autores do estudo.

“Percebemos que a actividade imunitária do omento é altamente especializada”, realça o artigo. Contudo, pode também promover o rápido crescimento de metástases dos cancros. Mas, antes de se perceber como isto é possível, ainda temos de conhecer uma parte determinante do omento: é salpicado por manchas esbranquiçadas.

Estas manchas foram descritas pela primeira vez em 1874 em coelhos, pelo médico francês Louis-Antoine Ranvier. Agora sabe-se que estas manchas se desenvolvem no período fetal e que são leucócitos (células imunitárias) incorporados no tecido adiposo. Estas células têm aí a funções de recolha e resposta a moléculas estranhas ao organismo (os antigénios).

“O fluido à volta dos órgãos abdominais não permanece apenas lá, circula através das manchas esbranquiçadas”, descreve Troy Randall, num comunicado do grupo Cell Press, que edita a revista Trends in Immunology. “As manchas esbranquiçadas recolhem células, antigénios, e bactérias, antes de uma decisão sobre o que vai acontecer imunologicamente.” Afinal, é a análise destas manchas brancas que origina uma resposta imunitária do omento através da libertação de moléculas inflamatórias, tolerando a presença de antigénios ou iniciando um processo de fibrose.

O omento também tem sido motivo de interesse nas cirurgias de bypass gástrico. “Uma vez que o omento é um sítio de grande acumulação de gordura no abdómen, alguns médicos pensam que a sua remoção vai alterar o metabolismo ligado à obesidade”, conta Troy Randall. “No entanto, parece que as funções metabólicas não são muito afectadas pela remoção do omento.” Mas, por outro lado, como também não parece existir grande inflamação devido a esse procedimento, Troy Randall não vê grande problema na remoção do omento: “O procedimento até pode ser bom para doentes obesos, mas não resolve tudo.”

Mas o omento também toma “más decisões”, como refere o comunicado. “Pode decidir fornecer tolerância em vez de imunidade.” A circulação de fluidos leva as células cancerosas até às manchas esbranquiçadas, que ficam aí encurraladas. O omento é assim muito vulnerável a cancros gastrointestinais e dos ovários. “Os estudos publicados mostram que o omento é um bom sítio para os tumores crescerem porque as células cancerosas obtêm energia das células adiposas”, explica-nos por sua vez Troy Randall. “O nosso estudo também sugere que o omento impede uma forte resposta imunitária contra o tumor, o que é bom para o tumor crescer e mau para o doente.”

Os cientistas esperam conseguir atingir com terapias os sítios onde as células cancerosas ficam aprisionadas, para controlar os tumores abdominais. “Se percebermos isto, então podemos avançar nos tratamentos do cancro porque, na maioria dos casos, o cancro dos ovários só se detecta quando já há metástases”, diz Troy Randall.

O conhecimento mais aprofundado deste órgão tão peculiar do corpo humano pode ajudar-nos a combater doenças como a obesidade e os cancros. 

Informação retirada daqui

sábado, 17 de junho de 2017

Descoberto novo antibiótico para bactérias multirresistentes


Uma equipa internacional de investigadores descobriu um novo antibiótico eficaz contra bactérias multirresistentes, capaz de matar um amplo espectro de bactérias.

Os cientistas, coordenados por Richard H. Ebright, da Universidade de Rutgers em New Brunswick (nos Estados Unidos), aliados a uma empresa de biotecnologia, indicaram que o poderoso antibiótico, pseudouridimicina, produzido por um microorganismo encontrado em amostras de solo apanhadas em Itália, curou infecções bacterianas em ratinhos.

A informação foi divulgada esta quinta-feira na revista Cell, num artigo científico em que os investigadores explicam que o novo antibiótico inibe a enzima responsável pela síntese do ARN bacteriano (ácido ribonucleico da bactéria com funções reguladoras e catalíticas) de uma forma diferente do que fazem os actuais medicamentos.

Os especialistas dizem que o novo antibiótico tem essa função inibidora na bactéria mas não nas polimerases (enzimas) humanas e explicam, em termos técnicos, por que razão tem uma baixa taxa de resistência. Consideram ainda que a descoberta põe em destaque a importância de produtos naturais na criação de novos antibióticos, segundo um comunicado da Universidade de Rutgers. Porque, dizem, os microorganismos tiveram muitos milhões de anos para desenvolver “armas químicas” para matar outros microorganismos. 

Informação retirada daqui

terça-feira, 25 de abril de 2017

Abílio César Borges

Barão de Macaúbas
(Pedagogo e médico brasileiro)
1824 - 1891

Pedagogo e médico brasileiro nascido no município baiano de Rio de Contas, antigo Minas do Rio de Contas, um dos precursores do livro didático brasileiro. Formou-se em medicina no Rio de Janeiro, RJ, onde se doutorou (1847). De volta à Bahia, como diretor da instrução pública estadual, trocaria a carreira médica pela atividade de educador e fundou em Salvador o Ateneu Barrense e o Ginásio Baiano (1858), em Salvador, responsável pela formação de grandes personalidades como Castro Alves (1847-1871) e Rui Barbosa (1849-1923). Novamente mudando-se para o Rio de Janeiro, RJ (1871), onde ficou até sua morte, fundou o Colégio Abílio, retratado pelo escritor Raul Pompéia (1863-1895) em O Ateneu (1888), e dez anos depois outro, com o mesmo nome, na cidade mineira de Barbacena. Por suas contribuições na área educacional, recebeu o título de barão de Macaúbas (1881) por decreto imperial, concedido por D. Pedro II (1825-1891). Revolucionou o ensino brasileiro, tornando-se uma das suas mais expressivas personalidades. Também ganhou fama por sua luta pela abolição dos castigos físicos nas suas escolas e fazendo-as modelo para instituições similares no restante do país. Expôs suas idéias pedagógicas no volume Lei nova do ensino infantil (1884). Foi professor de Luís Edmundo, Castro Alves, Raul Pompéia e Rui Barbosa, entre outros.

Notícia retirada daqui

domingo, 23 de abril de 2017

Ana Néri

Ana Néri (1814-1880) foi a pioneira da enfermagem no Brasil. Prestou serviços voluntários, nos hospitais militares de Assunção, Corriente e Humaitá, durante a Guerra do Paraguai.

Ana Néri (1814-1880) nasceu em Vila da Cachoeira do Paraguaçu, Bahia, no dia 13 de dezembro de 1814. Casou-se aos 23 anos com Isidoro Antônio Néri, capitão-de-fragata da Marinha, que estava sempre no mar. Ana acostumou-se a ter a casa sob sua responsabilidade. Ficou viúva com 29 anos. Em 1843, seu marido morre a bordo do veleiro Três de Maio, no Maranhão. Criou sozinha os três filhos, Justiniano, Isidoro e Pedro Antônio. Os dois primeiros tornaram-se médicos e o Pedro Antônio, militar.

Em 1865, o Brasil integrou a Tríplice Aliança, que lutou na Guerra do Paraguai. Os filhos de Ana Néri foram convocados para lutar no campo de batalha. Sensibilizada com a dor da separação, no dia 8 de agosto, escreveu ao presidente da província oferecendo-se para cuidar dos feridos de guerra, enquanto o conflito durasse. Seu pedido foi aceito.

Partiu de Salvador, em direção ao Rio Grande do Sul, onde aprendeu noções de enfermagem com as irmãs de caridade de São Vicente de Paulo. Com 51 anos, foi incorporada ao Décimo Batalhão de Voluntários e durante toda a guerra prestou serviços nos hospitais militares de Assunção, Corrientes e Humaitá. Tornou-se a primeira mulher enfermeira do país.

Apesar da falta de condições, pouca higiene, falta de materiais e excesso de doentes, Ana Néri chamou a atenção, por sua dedicação ao trabalho como enfermeira, por todos os hospitais onde passou.

Ana montou uma enfermaria-modelo em Assunção, capital paraguaia, sitiada pelo exército brasileiro. No final da guerra, em 1870, Ana voltou ao Brasil com três órfãos de guerra. Foi homenageada com a Medalha Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de Primeira Classe. D. Pedro II, por decreto, lhe concedeu uma pensão vitalícia.

Ana Justina Ferreira Neri, faleceu no Rio de Janeiro em 20 de maio de 1880.

Carlos Chagas batizou com o nome de Ana Néri a primeira escola oficial brasileira de enfermagem, em 1926. O dia do enfermeiro é comemorado no dia 20 de maio.

Notícia retirada daqui

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Gertrude Belle Ellion

Médica e cientista norte-americana, recebeu o Prémio Nobel da Medicina e Fisiologia em 1988, pelos seus trabalhos em campos tão vastos como no combate à malária, herpes, leucemia e SIDA. Os pais de Gertrude Belle morreram ambos com cancros e essa terá sido a sua determinação para o afincado estudo de doenças malignas e tão mortíferas. Foi pioneira nessas investigações que levou a cabo com George Hitchings.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Anna Freud


Psicanalista austríaca, filha de Sigmund Freud chamado "o pai da psicanálise", dedicou-se também ao estudo do comportamento humano e fez parte das pioneiras em psicologia infantil. De 1925 a 1938, Anna foi presidente do Instituto de Formação Psicanalítica de Viena e, entre 1940 e 1945, organizou, em Londres, a Residential War, uma residência para crianças órfãs de guerra (2ª Guerra de 1939-1945). Deixou vários estudos sobre patologias e psicologia infantil. Radicada em Londres, dirigiu a Clínica Hampstead para tratamentos e investigação, também ligados a doenças infantis.

Biografia retirada daqui

sábado, 15 de abril de 2017

Rita Levi-Montalcini


Médica e investigadora italiana. Não são muitas as mulheres que já receberam o Prémio Nobel da Medicina, mas, para lá desse prestigiado prémio, toda a vida de Rita Levi-Montalcini é recheada de interesse. Nasceu em Turim, numa família judia, em 1909 e teve uma irmã gémea. Rita e os outros três irmãos tiveram uma infância feliz. Rita cresceu, estudou e foi para um colégio, com a irmã. Paula enveredou pela carreira artística, a irmã mais velha Nina, casou e foi dona de casa a tempo inteiro e Rita refugiou-se na leitura. Leu Virginia Woolf e Selma Lagerlöf. Frequentou a Universidade de Turim seis anos. Mais tarde recordaria a sensação estranha que teve a primeira vez que entrou num Instituto de Anatomia. Havia mais cinco alunas no seu curso. Rita tinha de estudar os cadáveres e perscrutar os tecidos através do microscópio. Levou o seu curso de Medicina muito a sério e depois optou pela investigação. Pesquisou as células e suas mutações, bem como os nervos sensoriais. De 1945 a1947 foi assistente do Prof. Levi, em 1947 partiu para Washington para a Universidade de Saint Louis, onde passou grande parte da sua vida de investigadora. Continuando os estudos sobre o sistema nervoso chegou à descoberta de uma proteína que regula o crescimento dos tecidos, a que foi dado o nome de Nerve Grrowth Factor (NGF). Em 1986 recebeu o Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina, partilhado com Cohen. É uma nonagenária particularmente bonita e manteve uma vida familiar paralela à investigação. Deixou várias obras da especialidade, a última na área da neurologia. Em 1999 ainda estava no activo e Roma organizou um simpósio científico na passagem dos 90 anos. Tem dupla nacionalidade. Italiana e norte-americana. O contributo de Rita Levi-Montalcini no campo da neuro-ciência é assinalável. É presidente honorária da Associação Italiana de Esclerose Múltipla.

Biografia retirada daqui

quinta-feira, 13 de abril de 2017

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